Ir de férias, ou não ir de férias, eis a questão

Está desempregado. Pensar em férias quase parece desadequado quando se encontra sem trabalho. Mas costuma dizer-se que procurar emprego é um trabalho a full-time… E também desgasta. Se calhar até mais…

As razões financeiras podem ser um grande motivo para nem sequer pensar nisso, mas, quando o resto da família faz uma merecida pausa no trabalho, surge a dúvida: “devo ou não ir de férias?…”.

 

Não ir de férias – argumentos a favor

Pode achar desperdício de tempo e de dinheiro ir de férias. Como não sabe quanto tempo demorará a conseguir um novo emprego, é melhor prevenir que remediar… Há que poupar quando há tantas variáveis a considerar no processo de procura de emprego.
Também pode sentir-se algo culpado por estar a pensar ir de férias. Afinal de contas, as férias associam-se ao trabalho ou à escola, e, uma vez que não está a trabalhar, parece não fazer sentido “perder tempo” a ir de férias.
Além do mais, há outras formas de descansar sem que tenha de sair do seu meio habitual: tirar algum tempo para um piquenique, uma caminhada, uma tarde na praia,…
Por outro lado, não quer afastar-se pois, apesar de ser verão, o mercado continua ativo a preparar um novo ciclo. Pode até ter menos “concorrência”, tendo em conta que outros candidatos estão de férias.

 

Ir de férias – argumentos a favor

Procurar emprego é desgastante: física e emocionalmente. Sente-se muita tensão, ansiedade, frustração. Tirar algum tempo para carregar baterias pode ser mais benéfico e contribuir para tirar mais partido dos seus recursos, quando regressar.
E, quem sabe, não surge algum contacto importante durante as férias? É que, mesmo estando de férias, pode continuar a manter o seu networking.
O facto de se “afastar”, não quer dizer que se desligue completamente da tarefa de procurar emprego. Pode ter o cuidado de manter o telemóvel por perto: nunca se sabe quando vai receber “aquela” chamada… Pode ter o cuidado de verificar o email assiduamente e ficar atento às oportunidades na imprensa.

 

O que fazer?

Qualquer que seja a sua opção, deve sempre ser ponderada. Qual o impacto da decisão de ir ou não de férias em si e no seu processo de procura de emprego? Qual o impacto da decisão no seu ciclo de relacionamentos próximos (cônjuge, filhos, pais,…)?
O que pode ganhar ou perder em cada uma das opções? O que é melhor para si?
Seja qual for a sua decisão, a partir do momento em que a tomar, assuma que foi a melhor decisão que podia tomar e foque-se no presente e nos seus objetivos futuros. Não pense mais nos “e se…?”.

 
 
 
Fotografia: Flickr, Peter Werkman