Deixe de reagir! Assuma o comando!

 

É uma constante…
Quando falo com profissionais que estão a procurar um novo projeto profissional, seja em que contexto for – juniores ou seniores, a trabalhar ou desempregados – rapidamente percebo que a “estratégia” principal que adotam é: estar atento aos anúncios de emprego que vão surgindo.

E coloco estratégia entre aspas, porque não me parece que uma atitude reativa possa ser justamente considerada uma estratégia

Alguns ainda referem que usam a sua rede de contactos para saber antecipadamente de oportunidades, mas, com networking ou sem networking à mistura, a questão base aqui é que continuam a reagir ao mercado de trabalho.

Hoje relia um artigo sobre a apresentadora (e empresária, e bloguista, e editora, e diretora de conteúdos,…) Cristina Ferreira, em que esta dizia que “a sorte dá muito trabalho”. E dá mesmo! Para se estar no sítio certo, no momento certo, há um trabalho muito sério a fazer de preparação, foco e estratégia. E, se o sabemos fazer nas nossas profissões, também precisamos de o saber fazer nas nossas carreiras! Porque essa é a nossa função primeira: gerir a nossa carreira!

Comece pelo fim

Sugiro-lhe, então, que ‘comece pelo fim’! Não procure mais “encaixar-se” nas ofertas que vão surgindo aleatoriamente. A primeira coisa que precisa de fazer é definir onde quer chegar, onde quer trabalhar, o que quer fazer, que projetos quer realizar.
Numa palavra: objetivos! Defina os seus objetivos.

O mercado de hoje não procura o “Diretor do que quer que precisa ser feito” ou o “Manager, qualquer coisa”. O mercado procura profissionais que resolvem problemas específicos. Posicione-se, assuma as suas ambições profissionais.
Só definindo objetivos concretos poderá delinear a melhor estratégia para lá chegar. Ficarão mais claras as opções: funções, projetos, empresas alvo.

Se não somos nós próprios a saber o que queremos para nós, quem é que vai saber por nós?…

 

Seja empreendedor

Tudo isto passa por uma atitude empreendedora. Não no seu sentido tradicional, mas sim num sentido intra-empreendedor da sua própria carreira: com capacidade de gerar ideias, inovar e prospetar novas oportunidades para si, ao mesmo tempo que gera ideias de valor para as empresas.

Depois de definidos os objetivos e analisadas as opções, é altura de definir estratégia. E pode e deve continuar a estar atento aos anúncios, mas esta é a altura de ser proativo.

Onde estão as oportunidades que lhe interessam?
Como fazer chegar a sua mensagem às empresas e interlocutores que lhe interessam?
Como tornar a sua mensagem atrativa e uma verdadeira proposta de valor para estes targets?
Como valorizar as suas competências face aos seus objetivos?
Como utilizar efetiva e eficazmente o networking?

Estas são algumas das perguntas a que a sua estratégia de job search deve responder.

 

 

“Vou trabalhar!” (com um sorriso no rosto)

A Cristina Ferreira dizia, naquele artigo, que, de manhã, quando o filho lhe pergunta para onde vai, ela responde com um sorriso: “Vou trabalhar!”.
É que a sorte dá trabalho, mas compensa! Compensa em satisfação, energia, motivação, alegria, felicidade.

Quando há alinhamento e conexão entre aquilo que somos e aquilo que fazemos, o sorriso no rosto é espontâneo e inevitável. E esse alinhamento talvez seja mais difícil de conseguir se continuar à espera que alguém defina por si a oportunidade de trabalho perfeita…

 

Fotografia: Flickr, DVIDSHUB